Ontem fui ver Senhores do Crime. Pensei que nem ia conseguir ver, porque atrás de mim estava uma mulher beirando os 60 anos com as patas nas poltronas da frente e fazendo um barulho esquisito, que eu juro por deus, eu não faço a menor idéia de como ela fez ou por que orifício estava saindo. Não demorou muito para passar um casal perto de mim [pouco ates de começarem os trailers] que parecia procurar alguém. A velha deu um grito e eles acenaram pra ela. Era a família
A mulher, que era filha dela, não calava a porcaria da boca resmungoando e fazendo aqueles comentários inúteis e ridículos que ninguém quer ouvir mas ela faz questão de falar. Fora o maridinho dela que resolveu atender o celular nos créditos iniciais...
O filme começou e eu já estava quase indo lá pra frente para não ter que aturar a falta de educação daquele bando que deve ter fugido de algum buraco pra infernizar a vida dos outros quando felizmente [hahaha \o/] a filha começou a passar mal! Ela estava enjoada, e depois das primeiras cenas de Senhores do Crime ela piorou. Eu não sou um cara que não liga para os outros, mas naquele momento, com aquele tipo de gente atrás da minha poltrona, eu só estava preocupado se aquela coisa inconveniente ia vomitar na minha nuca. Mas a troglodita-mãe resolveu leva-la ao banheiro e ficou lá tempo suficiente para eu achar que a filha tinha morrido de tanto vomitar [minha cara de preocupação -> :-)].
Depois disso a mãe do bando só apareceu na entrada da sala e GRITOU [pra não dizer “mugiu”] o nome do genro [que eu não entendi, pois estava em dialeto rupestre], que reconhecendo o seu chamado, seguiu a matriarca de volta à gruta de onde nunca deveriam ter saído.
Isso tudo levou uns 15 ou 20 minutos, mas pareceu uma eternidade. Felizmente depois disso o filme seguiu em paz... (y)
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Filme de David Cronenberg deu a Viggo Mortensen merecida indicação ao Oscar
Com exceção de uma extraordinária e já famosa cena de luta em uma sauna, Senhores do Crime [Eastern Promises], de David Cronenberg, evita grandes catarses. O filme está no espectro oposto dos gozos de sangue de Crash - Estranhos Prazeres e Marcas da Violência: a cena de catarse se intensifica enquanto o resto do filme repousa numa espécie de suspensão etérea.
Ainda que seja rico em significados, Senhores do Crime é um filme algo fugaz.
Fugaz porque, antes de mais nada, trata de uma história escusa que não diz respeito a ninguém. Enfermeira em um hospital inglês, Anna [Naomi Watts] acolhe o bebê de uma misteriosa jovem russa que morreu no parto. Junto com o bebê, um diário, que contém segredos da máfia russa em Londres. Anna procura os russos para dar um destino seguro ao bebê, mas periga perder a vida porque se intrometeu no assunto dos outros.
O capanga russo encarregado de cuidar de Anna, Nikolai [Viggo Mortensen], é a personificação do fugaz. Fala mansamente sempre olhando para os lados, age e move-se de forma econômica, responde a ordens com uma submissão lenta. A trama de Senhores do Crime se põe em movimento, principalmente, porque a aflita Anna e o sólido Nikolai são completos opostos. E os opostos... Você sabe.
Mas não se preocupe que o roteiro do filme, escrito por Steve Knight [Coisas belas e sujas], está longe de ser uma melosidade - ao contrário do que o trabalho prévio de Knight poderia sugerir. Cronenberg se apossa da premissa para, mais uma vez, tratar dos temas que o assolam, como a questão do corpo e da identidade, ou, mais exatamente, da identidade como uma questão de corpo.
Tatuagens, atos sexuais, nus e o balé rijo de Mortensen - indicado muito justamente ao Oscar de melhor ator - são as expressões dessa identidade contida no corpo. Aos poucos em Senhores do Crime vamos descobrindo que a trama não se concentra em Anna, e sim em Nikolai, especificamente no trajeto que levará o russo a ter seus méritos reconhecidos dentro da organização para que trabalha.
Se o longa parece fugaz, talvez seja pela "insistência" do espectador em acompanhar a subtrama de Anna a que fomos apresentados no começo, subtrama acima de tudo efêmera perto do que Cronenberg reserva a Nikolai. Digamos que a efemeridade não é um defeito de Senhores do Crime, mas uma contra-indicação.
Segunda, 25 de fevereiro de 2008 Sociedade festeja reintrodução de ave na Inglaterra. Um exemplar de Milhafre Real (Milvus milvus) voa nos arredores de Lewknor. A espécie, que chegou a ser considerada extinta na Inglaterra e na Escócia, conta com mais de 200 pares após ser reintroduzida na região.
Uma ave considerada extinta na Inglaterra no século XIX, o Milhafre Real (Milvus milvus), foi reintroduzida no país com sucesso, informou nesta segunda-feira a Sociedade Real de Proteção aos Pássaros [RSPB].
Segundo a RSPB, nas últimas duas décadas foram inseridos mais de 200 pares da espécie na Grã-Bretanha. Nesta segunda, exemplares da ave foram vistos voando nos arredores de Lewknor, no sul da Inglaterra.
"Meu corpo está bem. Isso realmente não foi um problema." Harrison Ford, aos 65 anos.
É isso aí, o cara do chicote está finalmente de volta! Este é o quarto filme dessas trilogias que nunca param no terceiro. O trailer oficial foi divulgado na semana passada e parece que Steven Spielberg conseguiu reproduzir com perfeição o humor e a aventura de uma das melhores séries do cinema.
O trailer abre relembrando os feitos passados de Indiana Jones:
"Ele protegeu os poderes vindos de Deus."
"Ele salvou o berço da civilização."
"Ele triunfou sobre os exércitos do mal..."
"Em 22 de maio, a aventura continua!"
Então segue com a inconfundível silhueta de Jones. Mostra uma porradaria contra os russos no depósito da Arca da Aliança, uma caixa onde se pode ler "Roswell, Novo México" e passa por cenas em um templo na América Central. São mostrados personagens antigos e já conhecidos e novos [incluindo a Agente Spalko de Cate Blanchett e Mutt, vivido por Shia LaBeouf]. E o diálogo final é foda: "Você não era professor?", pergunta Mutt. "Meio-período", responde Indy.
Trailer Oficial Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Sobre o trailer, o fórum do site CHUD atentou para uma mudança nas versões dos Estados Unidos e a internacional. Talvez por pedido da MPAA [órgão que regulamenta o cinema nos EUA – e que coloca aquele numerozinho no final dos créditos – exemplo abaixo] as armas dos soviéticos foram removidas por lá. Só que elas aparecem no trailer europeu...
Filme: 300
Pequena entrevista com Harrison Ford:
Normalmente Harrison Ford não gosta muito de dar entrevistas, mas falou ao jornal USA Today que sempre teve um antigo sonho e que se tornou realidade: a sua volta à série Indiana Jones.
"Meu corpo está bem. Isso realmente não foi um problema", disse Ford com seus 65 anos. "Já venho me preparando e esperando que fizéssemos esse filme pelos últimos 15 anos. Eu meio que mantive o personagem quente na minha cabeça. Embora seja o primeiro Indy em 18 anos, foi só vestir aquela roupa para relembrar todos os momentos que já passei com ela".
"Eu provavelmente fiz mais coisas neste filme do que nos anteriores, porque houve avanços na área da tecnologia das cenas de ação. Mas o estilo do filme está mais em contato com o fim dos anos 50 do que com 2007. Só posso dizer que fiquei feliz de voltar a esse estilo de filmagem", completou.
O filme tem sua estréia mundial no dia 22 de maio.
Foto do Departamento de Pesca, Vida Selvagem e Parques de Montana mostra um lobo cinzento nas proximidades da cidade de Troy.
Os lobos cinzentos que habitam a região de Northern Rockies, no Estado americano do Alasca, devem ser retirados da lista de espécies em extinção, depois de 13 anos de esforços para aumentar a população do animal, informou a agência AP. Atualmente há cerca de 1,5 mil lobos vivendo nos Estados americanos de Idaho, Montana e Wyoming. O número representa uma boa recuperação para um predador que foi praticamente exterminado fora do Alasca no início do século XX.
Os lobos cinzentos de Northern Rocky Mountains estão se recuperando e logo não precisarão de proteção, disse Lynn Scarlett, representante da região e uma das responsáveis pela lista de animais ameaçados de extinção.
Desde que começaram, na metade da década de 90, os esforços para proteger a espécie não estão sendo muito populares entre fazendeiros de três Estados. Ainda hoje muitos líderes regionais querem que a população de lobos diminua.
Esses Estados estão planejando permitir a caça ao animal o mais breve possível. Isso está revoltando os grupos de proteção ao meio ambiente, que vêm afirmando que ainda é muito cedo para retirar a espécie da lista de animais ameaçados.
Cientistas australianos anunciaram hoje a descoberta de uma nova espécie de peixe de água doce, que foi vista pela primeira vez há duas décadas nadando em uma mina de urânio, informa a agência Reuters.
A espécie de carpa, batizada de Hypseleotris barrawayi, foi encontrada por um biólogo em 1988 dentro de um poço de urânio do Parque Nacional Kakadu, no Território Setentrional, norte da Austrália.
Helen Larson, pesquisadora de um museu da região, explicou que "o animal se difere das outras carpas porque possui possui barras verticais no corpo e as barbatanas dorsais têm listras horizontais com as cores azul, preta e vermelha". Além disso, o peixe tem listras com manchas escuras na cauda e uma linha preta na base peitoral.
Segundo ela, o peixe habitava as regiões mais profundas do rio Katherine, mas provavelmente foi carregado pela correnteza até os poços de urânio durante as chuvas de monções.
Um programa de reprodução teve início na tentativa de garantir a sobrevivência dos exemplares menores que, quando chegam na fase adulta, podem medir o tamanho de um dedo polegar humano.
Para Dave Wilson, um pescador local, "o Barraway é um peixe pequeno, raro e muito atraente para se criar em aquários". De acordo com ele, é muito difícil reproduzí-lo em cativeiro, já que durante sua fase inicial de vida necessita de um determinado tipo de movimento para aprender a se alimentar.
O programa de reprodução poderá ajudar na conservação da espécie e facilitar a criação em cativeiro.
Depois de fazer porcarias como A Vila e A Dama da Água, M. Night Shyamalan tenta outra vez com um filme sobre fim dos tempos... O diretor indiano tenta criar outro hit, desta vez com a produção The Happening, uma crônica sobre a revolta da natureza contra os humanos.
A história começa em um dia comum, quando trabalhadores e estudantes ocupam as ruas de uma cidade dos Estados Unidos. Misteriosamente, operários começam a se suicidar em grupos, ao mesmo tempo em que outras mortes sucessivas ocupam os noticiários.
Para os personagens do filme, entre eles um pai de família interpretado por Mark Wahlberg, a Terra passa por um "Acontecimento", mas ninguém sabe do que se trata realmente. Tudo indica que a natureza resolveu mostrar sua fúria depois de anos em que foi prejudicada para suprir as necessidades humanas.
O mistério, muito característico nos filmes de Shyamalan, é carro-forte para atrair a platéia aos cinemas e segue de estratégia até sua estréia. Resta saber se o trabalho vai decepcionar ou dividir a opinião dos fãs, como aconteceu com A Vila. [Aquele final foi ridículo. Se fosse pra fazer tanto suspense para um final idiota daquele era melhor ele não ter feito filme nenhum!]
Desde que conquistou platéias com o suspense O Sexo Sentido, Shyamalan tenta emplacar outros filmes no mesmo estilo, como Sinais e Corpo Fechado, mas nenhum deles obteve a mesma repercussão do original.
O cineasta tem contrato com a Touchstone Pictures, por quem deve produzir mais dois filmes.
The Happening estréia nos cinemas brasileiros em 20 de junho.
Fim de semana passado comprei e vi toda a terceira temporada de Lost dublada. Estava curioso, pois tinha ouvido no Blog do Guilherme Briggs uma entrevista em que o dublador Élcio Sodré [para quem não conhece pelo nome, ele fazia a voz do Sayid nas duas primeiras temporadas] estava falando super mal do novo dublador do Sawyer e falando um monte de coisas nada a ver.
Achei de uma falta de educação muito grande e de uma falta de profissionalismo enorme da parte dele.
Mas a minha surpresa foi quando eu comecei a ver o terceiro episódio [porque até aí parecia a mesma dublagem das outras temporadas].... Sinceramente, quando eu ouvi a entrevista, pensei que a dublagem pudesse estar ruim ou o novo dublador estivesse exagerando em alguma coisa. Estava mesmo esperando pelo pior. Mas quando o Sawyer começa a falar... porra, era o Guilherme!
E o Élcio falando que ele deixou de ser irônico e tirador de sarro para virar um malandro de morro!! Eu já tava esperando algo do tipo “Sawyer é o caralho! Meu nome é Zé Pequeno, porra!!” ou a mudança de “Sardenta” pra “Cocota”...
Josh Holloway fez um personagem e quando dublaram em SP acabou ficando muito galãzinho pro meu gosto [o outro ator era bom, mas não era um “Sawyer”]. Eu achei a versão do Guilherme muito melhor e muito mais de acordo do que a da outra. Principalmente quando ele fica nervoso ou tá sacaniando alguém. O Guilherme está de parabéns e não merecia mesmo esse tipo de comentário.
E o que me espanta é o Élcio Sodré ficar falando desse jeito do trabalho dos outros. Eu não queria falar isso aqui, mas o que eu sempre comentei com meus amigos desde que comecei a ver Lost dublado foi a de que a única voz que me incomodava muito ali era a do Sayid! Quem começou a ver pelo AXN e depois vê a versão dublada percebe isso. [Ele é ruim? NÃO! Mijo de rir com ele dublando o John Leguizamo. Mas ele não é nenhum Sayid...]
Estou enrolando desde o ano passado com os dois volumes de A Nova Fronteira, mas finalmente encontrei tempo para ler [mentira]. Ainda nem comecei direito, mas me parece umas das melhores histórias da Liga que eu já vi. Darwyn Cooke se superou!
Acabou a Segunda Grande Guerra. O nazismo e o fascismo foram derrubados. Duas potências emergem no novo cenário: de um lado o capitalismo norte-americano, do outro o socialismo soviético. Começam a Guerra Fria e a Corrida Espacial.
A intolerância e uma onda de moralismo tomam conta da sociedade. O governo dos Estados Unidos chega a determinar a todos os vigilantes que revelem suas identidades ou serão considerados fora-da-lei. Neste cenário de paranóia, que caminhos os super-heróis devem trilhar?
A Nova Fronteira é basicamente um épico sobre o surgimento da Liga da Justiça durante a transição da Era de Ouro para a Era de Prata. A premissa é simples [um grande perigo se aproxima, obrigando os heróis a unir forças contra algo que sozinho nenhum deles seria capaz de dar conta], mas na execução e nas entrelinhas se encontra uma riqueza rara. Trata-se de um dos materiais mais soberbos no gênero desde O Reino do Amanhã.
A Nova Fronteira é uma história que funciona em vários níveis, dependendo do leitor. Como o próprio autor assina no ótimo posfácio da edição: "(...) pode ser uma declaração de amor a uma era passada ou uma reflexão alegórica sobre inquietações contemporâneas. Grandes embates com monstros gigantes ou dramas complexos centralizados em personagens históricos."
Sábado passado eu passei na Gibimania [Tijuca – RJ] com o Thompson e vi um dos bonecos da série. Era o Lanterna Verde. Eles estão perfeitos. Se eu tivesse grana sobrando eu compraria, começando pelo Azulão, é claro. =P [e meu aniversário é dia 27 de março hahaha].
A animação de A Nova Fronteira foi escrita e produzida por Stan Berkowitz [que fez diversos episódios das séries animadas Batman do Futuro, Liga da Justiça e Superman] e teve direção de Bruce Timm que dispensa comentários.
Assim como nos quadrinhos, a história traz os heróis durante a Era de Prata [anos 50 e 60]. Nas vozes originai estão:
Kyle MacLachlan - Superman LUCY LAWLESS, a Xena - Mulher-Maravilha David Boreanaz, o vampiro Angel - Lanterna Verde [Hal Jordan] Neil Patrick Harris Flash [Barry Allen] Jeremy Sisto - Batman
Um amigo meu já baixou da net e disse que a versão animada está ótima. Estou louco para ver como está, mas sinceramente prefiro esperar a versão dublada que felizmente está do jeito que eu esperava!
Quem não se lembra de Evil Dead com aquele cara de pau do Bruce Campbell que substituiu a mão que ele mesmo cortou por uma serra elétrica?
Pois é, agora é a vez de “The Machine Girl”. Uma jovem estudante japonesa tem sua vida destruída quando seu irmão é morto e seu braço esquerdo é cortado [muito boa a cena] por uma família Ninja da Yakuza. Acho que até estupram a guria [ou pelo menos tentam]. Depois disso ele fica puta da vida, coloca uma metralhadora rotativa acoplada ao cotoco do braço e vai atrás de vingança.
O filme promete muita pancadaria, ninjas, sushi de dedos, serras elétricas, guilhotinas voadoras, mutilação e principalmente sangue... muito sangue... litros e litros jorrando!
The Machine Girl sai esse ano e para quem gosta do estilo japonês exagerado que inspirou Kill Bill, vale a pena dar uma olhada. Se não der para levar a sério, pelo menos esse filme garante boas risadas.